Crescimento de 42% no Mercado Imobiliário de Luxo do Nordeste em 2024
Em 2024, o mercado imobiliário de luxo no Brasil registrou um desempenho histórico, com destaque para o crescimento expressivo no Nordeste. O setor de imóveis de alto padrão (acima de R$ 2 milhões) teve um aumento de 42% nos lançamentos em relação a 2023, marcando o maior crescimento percentual no país. Esse avanço também impulsionou o Valor Geral Lançado (VGL) na região, que subiu 57,4%, ficando atrás apenas do Centro-Oeste (60,3%).
O estudo exclusivo “Mercado Imobiliário de Luxo Nacional – 2024”, realizado pela consultoria Brain Inteligência Estratégica, revelou um aumento geral nos lançamentos de imóveis de luxo e superluxo nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. O total de unidades comercializadas cresceu 33,5%, alcançando R$ 38 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), uma alta de 46,1% em comparação ao ano anterior.
Entre as cidades do Nordeste, Fortaleza, Salvador, Recife e Teresina lideraram o ranking com o maior tiquete médio de preço na categoria luxo, com valores em torno de R$ 3 milhões. Segundo Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain, a recente mudança no Plano Diretor de Fortaleza, que permitiu projetos mais verticalizados, tem incentivado o desenvolvimento de grandes empreendimentos na cidade.
Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, que está desenvolvendo projetos em Fortaleza e Salvador, destacou o grande ritmo de vendas em Salvador, ressaltando o desafio de repor o estoque de imóveis para atender à alta demanda. Ele também apontou o excelente desempenho do Nordeste como um todo, com a região sendo um dos motores do crescimento no setor imobiliário de luxo.
No Centro-Oeste, o mercado continua sendo impulsionado pelos investimentos do agronegócio, com destaque para a cidade de Goiânia, que viu um aumento significativo nos preços dos imóveis. O volume de unidades vendidas no Centro-Oeste cresceu 48,7%, com um aumento de 72,4% no VGV, somando R$ 4,4 bilhões.
No Sul, o mercado imobiliário começou a se recuperar no segundo semestre de 2024, após os impactos da tragédia climática no Rio Grande do Sul. As capitais da região registraram um aumento de 13,6% no volume de unidades vendidas, com um VGV de R$ 6,1 bilhões, um crescimento de 35%. Florianópolis, com um tiquete médio de R$ 8,4 milhões, se destacou na categoria superluxo, impulsionada pela escassez de terrenos e restrições no Plano Diretor.
O Sudeste permanece como a principal locomotiva do mercado imobiliário de luxo, com São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo superando a soma das vendas de imóveis de luxo nas outras capitais do Brasil. O Rio de Janeiro teve um papel importante nesse crescimento, com uma recuperação acentuada desde a pandemia.
O crescimento do mercado imobiliário de luxo no Brasil foi alimentado por uma economia forte e um PIB robusto, com destaque para a distribuição de dividendos e os ganhos dos altos executivos, que impulsionaram o apetite por investimentos no setor. A consultoria Brain também apontou que as vendas no quarto trimestre de 2024 aumentaram 32,6%, com um VGV de R$ 13,2 bilhões, refletindo o apetite crescente por imóveis de luxo.
Para 2025, a expectativa é de um mercado mais ajustado, com possibilidade de variação entre uma leve queda de 5% e um crescimento de até 5%, dependendo da evolução das taxas de juros e da recuperação econômica.